A biodiversidade é a base do equilíbrio ecológico do planeta. Sua conservação deve se concentrar na manutenção das espécies em seus ecossistemas naturais, através do aumento e da implantação efetiva das áreas protegidas, que asseguram a manutenção da diversidade biológica, a sobrevivência das espécies ameaçadas de extinção e das funções ecológicas dos ecossistemas.
A biodiversidade interfere na estabilização do clima, na purificação do ar e da água, na manutenção da fertilidade do solo e do ciclo de nutrientes, além de representar benefícios culturais, paisagísticos e estéticos.
Entre as principais formas de destruição da diversidade biológica destacam-se a urbanização descontrolada, a ocupação irregular do solo, a exploração mineral, os desmatamentos e a fragmentação de ecossistemas, as queimadas, a superexploração de recursos naturais, a utilização de tecnologias inadequadas na produção florestal, pesqueira, agropecuária e industrial, a indefinição de políticas públicas e as obras de infraestrutura implantadas sem os devidos cuidados. Acrescenta-se a isso a introdução de espécies exóticas da flora e da fauna e a comercialização ilegal de espécies silvestres.
O Brasil possui 25% da biodiversidade mundial, reunindo uma riqueza difícil de ser mensurada, pois há espécies que sequer foram identificadas. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicado (Ipea) estima o valor do patrimônio genético brasileiro em US$ 2 trilhões (quatro vezes o PIB nacional). As cifras em jogo são altas. Produtos da biotecnologia (biodiversidade explorada), como cosméticos, remédios e cultivares, constituem um mercado global que chega a US$ 800 bilhões por ano, cifra semelhante as do setor petroquímico.
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