É o conjunto de competências, recursos e produtividade local de um município em todos os sentidos: econômico, ambiental, artístico-cultural, turístico e educacional. Para identificar a vocação é necessário levantar tudo o que a cidade tem ou produziu de melhor anteriormente e o que poderá fazer no futuro. É a partir deste documento, bem elaborado, que se constrói a visão.
Para construí-la, é necessário imaginar como serão, no futuro, o setor produtivo local (como indústria, comércio, serviços e agropecuária), as instituições de apoio (universidades e centros de qualificação, por exemplo), as dinâmicas econômica, social, cultural, urbana e ambiental, além das relações do município com o meio que o rodeia (região, estado, país). Para fazer esta análise, porém, é importante levar em consideração as oportunidades advindas com o Comperj nos mais diferentes níveis, desde negócios até turismo. A visão agrega as pessoas da cidade e faz com que elas sintam-se mais motivadas, com poder nas tomadas de decisões e maior capacidade de superar períodos sem resultados.
Durante a elaboração participativa da Agenda 21 dos municípios, os representantes do setor público, privado, das associações e da comunidade realizaram exercícios para construir a VOCAÇÃO e a VISÃO do município. Após compreenderem os conceitos, elencaram, a partir de dinâmica similar a uma “tempestade de idéias”, as suas sugestões.
Em um segundo momento, revisitaram as frases elaboradas e aperfeiçoaram as sugestões. A esta fase, que chamamos de Segundo Ensaio, deve-se seguir uma consulta à sociedade para saber se as questões mais significativas para a construção da VOCAÇÃO e VISÃO do município foram realmente contempladas. A partir desta ação, é realizado o trabalho final de escrevê-las de forma que, em que poucas frases, resumam o exposto, mantendo nítida a singularidade local e tendo o conteúdo principal como eixo. Estes ensaios devem ser discutidos por todo município, a partir de então, e os documentos se encontram em constante atualização.