Rio Bonito - Por uma cidade mais bonita

16/06/2009

Rio Bonito recebeu a terceira oficina da fase municipal da Agenda 21 Comperj no dia 29 de maio. Os representantes do Fórum Local da Agenda 21 – composto por quatro setores (poder público, empresariado, terceiro setor e comunidade) – discutiram o desenvolvimento do Plano Local de Desenvolvimento Sustentável (PLDS) para o município, bem como ações de fortalecimento do Fórum.

Na reunião anterior, cada grupo trabalhou temas de um eixo estruturante (Ordem Física, Ordem Ambiental, Ordem Social, Ordem Econômica e Meios de Implementação) e foram feitas propostas para o PLDS. Antes da terceira oficina, cada grupo se reuniu para finalizar o detalhamento das propostas e no dia 29 os grupos tiveram orientações sobre a padronização desses detalhamentos. Um dos requisitos básicos para o bom funcionamento do Fórum é garantir o diálogo e a transparência do processo de construção da Agenda 21 Local.

Para apontar aspectos negativos e positivos, os facilitadores das ONGs executoras fazem uma dinâmica com os participantes. Enquanto os pontos positivos estimulam o grupo, os negativos têm encaminhamentos para que sejam sanados. O aproveitamento das reuniões, a equipe de facilitadores capacitada, o conhecimento da realidade e das potencialidades do município, bem como a união do grupo foram alguns dos aspectos positivos identificados.

Se, por um lado ter mais acesso às informações sobre Rio Bonito foi benéfico segundo os representantes, a falta de mais conhecimento dos participantes sobre o desenvolvimento do processo a partir deste ponto foi apontada como aspecto negativo e teve como solução buscar processos bem-sucedidos em outras regiões, fazer apresentações, seminários e estudos.

A comunicação entre os participantes e do Fórum com a sociedade também foi pauta dessa atividade. Além de buscar mais canais para divulgar o Fórum e a Agenda 21 para a sociedade, foi criado um grupo de trabalho (GT) responsável pela comunicação, que tem como atribuição registrar os encontros, informar as ações de cada participante como representante do Fórum e comunicar a agenda ao grupo para que todo o Fórum tenha conhecimento do que está sendo realizado. Monica Deluqui, facilitadora do Instituto Ipanema enfatizou a importância de apresentar o Fórum para os setores da sociedade: “Não esperem a publicação do material. O grupo já trabalhou muito e tem muita informação para expor para os que não participam do Fórum”.

O envolvimento de pessoas que não estão no Fórum foi um ponto discutido amplamente na oficina. Maria de Lourdes, facilitadora do Instituto Ipanema, lembrou que é importante envolver quem já tenha participado do processo nas reuniões setoriais e que esses participantes podem ser incorporados aos grupos de trabalho criados. No entanto, ressaltou que esses novos atores podem apresentar propostas e ações, mas o poder de decisão é do fórum.

Em um novo ensaio para identificar potencialidades e planejamento do município, os representantes destacaram o ecoturismo e de aventura, bem como o histórico de agropecuária como vocações locais. Além disso, identificaram que não haviam contemplado cultura no ensaio anterior e acrescentaram a existência de equipamentos, grande estrutura e potencialidade para desenvolver ações culturais na cidade.

No terceiro ensaio, os integrantes do Fórum checaram se os temas priorizados nos eixos estruturantes haviam sido contemplados na visão de futuro para que fossem construídas propostas de acordo com o que se quer para o município. “Se todos nós pensamos em um norte comum, paramos de perder tempo. Se sabemos para onde queremos ir, vamos”, pontuou Monica Deluqui.

Foram incluídos os seguintes itens: ter eficiente sistema de saneamento ambiental em todo o município; ter plano de manejo dos recursos naturais de forma sustentável; ter população economicamente ativa, ter um sistema de segurança eficiente com a participação da comunidade e ter canais vigorosos de atração de recursos financeiros Para contribuir com o processo participativo, o Fórum criou um GT para fixar o material produzido em escolas, lotéricas, bancos, associações de moradores e outros locais para que a população pudesse colaborar na identificação da vocação e da visão de futuro. Após um período, o material recolhido será consolidado pelo Fórum.

Para organizar o Fórum, os representantes criaram grupos de trabalho responsáveis por cada ação prioritária, como: institucionalização do Fórum, regimento interno, comunicação e composição das cadeiras. Além disso, foi criada uma coordenação temporária e uma secretaria executiva, que fica em contato direto com os coordenadores. Os facilitadores apresentaram modelos de regimento interno e, ao fim do dia, os participantes se reuniram para aprovar a minuta que será enviada ao prefeito da cidade para a criação de um decreto que institucionalize o Fórum.

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