Município de Magé lança Agenda 21

27/05/2011

A Agenda 21 de Magé, lançada em 27 de maio, é resultado de muita perseverança. O Fórum Local teve uma constante renovação e poucos membros da composição original permaneceram. Depois de quase quatro anos de trabalho, o município realiza o evento de lançamento com apoio da Petrobras, Prefeitura, Câmara Municipal, Magé Tênis Clube, que cedeu o espaço, e várias empresas locais. A comemoração foi dupla, já que no início da semana foi aprovado pela Câmara o Projeto de Lei que institui, oficialmente, o Fórum da Agenda 21 de Magé.

Dulce Abreu, representante da comunidade no Fórum Local, está otimista com os possíveis desdobramentos da publicação. “O resultado pode ser estimulante para muitas pessoas que não acreditavam no processo, um motivador para muitos convidados que estão aqui e já fizeram parte do Fórum”.

Ricardo Frosini, coordenador geral do projeto Agenda 21 Comperj, também destacou o trabalho dos membros do Fórum. “A Agenda 21 de Magé começou a ser feita em 2008 e vem sendo atualizada por meio de muito esforço. A Agenda 21 é um plano do município e para o município, e a idéia é implementá-lo a partir desse marco e fazê-lo ultrapassar gestões públicas”.

No mesmo sentido, Carlos Frederico Castelo Branco, superintendente da Agenda 21 do estado do Rio de Janeiro, falou da renovação constante que a Agenda 21 precisa ter. “Já que se chama Agenda do século 21, ela está apenas no primeiro decênio. Pode ser considerada uma Bíblia, mas a grande diferença é que a Bíblia não pode ser mudada e a Agenda 21 é viva”.

Frosini também incentivou os convidados a fazerem parte do desenvolvimento sustentável da cidade. “O crescimento vai acontecer de qualquer jeito, mas é preciso que seja sustentável. Essa Agenda só vai ser real se cada um aqui for para casa e analisar onde pode inserir a sua participação”.

Entre as primeiras ações do Fórum após o lançamento, Theresa Chaves, educadora ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Magé e participante do Fórum Local há três anos, destacou: “O foco será estudar o Projeto de Lei do Fórum que sofreu algumas modificações até a aprovação e estruturar um escritório para a Agenda 21 junto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente”. Theresa também disse que o Fórum foi convidado para se apresentar no Centro Educacional Mageense (CEM) e discutir o processo da Agenda 21 Escolar.

Também estiveram presentes na cerimônia de lançamento membros de outros Fóruns da Agenda 21 Comperj, como o Fórum de São Gonçalo, Guapimirim, Casimiro, Rio Bonito, Tanguá e Itaboraí, próximo município a lançar a Agenda 21. Heleno de Jesus, representante do terceiro setor em Itaboraí comentou sobre o processo de construção dos Fóruns. “Eu fiquei feliz e surpreso com a notícia de lançamento da Agenda de Magé. A gente reconhece as dificuldades que o Fórum Local enfrentou, mas acredito que para construir um processo como esse é assim mesmo. É preciso muita perseverança, porque é um trabalho colaborativo, que cresce a partir de opiniões diferentes”.

Os artistas de Magé

A cerimônia começou com o Coral Mané Garrincha fazendo uma interpretação romântica do Hino Nacional. Depois de participarem da execução do hino, os cerca de 15 jovens cantaram músicas populares brasileiras.

O evento também contou com a exposição de quadros e artesanato de sete artistas e artesões locais. Entre eles estava Dayse Lucid, artesã de objetos feitos com jornais, revistas e papelão envernizados. Ela disse que a consciência de preservação da natureza começa a se difundir em Magé e que sente falta de um espaço para ensinar artesanato no município. “Gostaria de passar o conhecimento para outras pessoas, porque o valor dos objetos está na criatividade e é ela que ajuda a preservar a natureza. Com esses artigos aqui, muitos jornais e revistas não foram para o lixo”.

Já Maria Gomes Dias faz artesanato com garrafas PET. Em suas mãos, os materiais viram araras, macacos, porquinhos, tigres, sapos e até samambaia. Ela começou o trabalho quando participava da ONG Roda Viva, coletando garrafas e plásticos há oito anos na Baía de Guanabara. Maria sente falta de uma feirinha de artesanato em Magé. “Atualmente participo de uma feira em Piabetá, mas durante o transporte o material amassa e acaba danificado”.

Ao final, a Camerata de Vilões do Grêmio Musical Mageense animou a comemoração tocando clássicos da música popular brasileira e internacional.
 

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