Foi aprovado, no fim de junho, o Projeto de Lei que visa incluir Cachoeiras de Macacu na região metropolitana do Rio de Janeiro. Hoje, o município de 57 mil habitantes pertence à baixada litorânea. O governador Sérgio Cabral ainda não aprovou ou vetou a mudança, mas o assunto já divide opiniões entre os moradores da cidade.
Coordenadora do Fórum da Agenda 21 Local, Lucinéia Gonçalves vê benefícios na integração. “O ponto positivo mais evidente, atualmente, é a implantação do bilhete único. É provável também que Cachoeiras receba mais programas governamentais, como o Minha casa, minha vida”.
No entanto, Lucinéia conta que, em um primeiro momento, a notícia foi recebida com preocupação. Segundo ela, o município ficaria em desvantagem na concorrência com outros maiores e mais influentes política e economicamente. “Surgiram dúvidas se seria benéfico para nós, pois Cachoeiras passaria a fazer parte de um bloco de cidades, o que pode nos deixar em condições desfavoráveis na tomada de decisões”. Além disso, a coordenadora destaca que a medida pode aumentar o nível de desigualdade social e violência no município.
Entretanto, caso seja incluída na região do Grande Rio, Cachoeiras poderá contar com mais planejamento e novos serviços necessários para o desenvolvimento local. A Prefeitura estima que a população de Cachoeiras triplique com a instalação do Comperj e, com isso, investimentos em infra-estrutura serão necessários. Além disso, a presença do Comperj deve estimular a instalação de indústrias de bens de consumo, cujas matérias-primas básicas são produtos petroquímicos.