Comunidade

Fonte: sxc.huDentro do cenário de busca de um modelo sustentável para o planeta, cada um tem um papel a desempenhar e o exercício da cidadania é parte importante desta construção. A consciência sobre a unidade e interdependência de todas as formas de vida trouxe uma dimensão mais abrangente à questão dos direitos humanos, incluindo neles o direito a um meio ambiente sadio, que depende do respeito aos direitos dos “não-humanos”. Assim criou-se também a necessidade de uma ação conjunta para a garantia destes direitos. Existem limites para o que o cidadão comum pode fazer sozinho. É necessário o apoio das autoridades públicas e do setor produtivo para que haja uma mudança em direção à sustentabilidade, garantindo amplos direitos de cidadania – inclusive ecológica - para todos.

Como apenas a ação individual não é suficiente, especialmente se as políticas públicas não providenciarem o cenário adequado para estas ações,  é preciso que poder local propicie oportunidades aos cidadãos para participarem da vida pública. Ao envolver a comunidade os setores organizados da sociedade em parcerias com o governo local para lidar com os desafios básicos do desenvolvimento tais como moradia, desemprego, lixo, água e poluição do ar, para citar apenas alguns – pode-se mobilizar novos recursos para a solução destes problemas e criar uma cultura mais participativa, transparente e responsável.

No entanto, algumas ações simples -- mas sigificativas -- podem ter início em casa, na escola, no trabalho e na comunidade onde cada um mora. Pode-se começar economizando água e eletricidade – o que inclui, por exemplo, não deixar aparelhos conectados à tomada sem uso; não deixar torneiras abertas e luzes acesas desnecessariamente; reutilizar embalagens e dar preferência a baterias recarregáveis; evitar o uso de sacos plásticos, substituindo-os por sacolas de pano; dar preferência a alimentos não-processados; separar o lixo para reciclagem compactando-o antes disso, amassando latinhas de alumínio e garrafas plásticas para elas ocuparem um espaço menor.

Construção de banheiro compostável - site da Rede Global de Ecovilas

Além disso, para vivermos de acordo com um ritmo de desenvolvimento que respeite os limites do planeta, precisamos repensar nossos atos de consumo. As compras exageradas, o acúmulo de bens supérfluos e a não-reutilização de recursos materiais contribuem para a manutenção de um sistema que impede a sustentabilidade da vida na Terra. O consumidor consciente é o que busca contribuir individualmente para a sustentabilidade da vida no planeta, e para que outros consumidores e as empresas que os servem façam o mesmo, na perspectiva do exercício de uma nova cidadania.

Algumas comunidades já se organizaram de acordo com as ideias do desenvolvimento sustentável: são as ecovilas. A Rede de Ecovilas das Américas (ENA) define ecovila como um “assentamento de proporções humanas, funcionalmente completo, onde as atividades do ser humano se integram inofensivamente ao mundo natural, de forma a ajudar o desenvolvimento saudável deste e poder perdurar por um futuro indefinido".

Esses assentamentos são caracterizados por práticas como a da permacultura, que é a agricultura realizada de forma sustentável, com o máximo respeito à natureza; o consumo reduzido, limitado às reais necessidades de seus habitantes; a reutilização de tudo que for possível; o consumo minimizado de energia; a separação e o tratamento do lixo para que seu aproveitamento seja o maior possível e outras atitudes que contribuem para o bem humano sem desrespeitar as demais formas de vida.

Conheça a Rede Global de Ecovilas (Global Ecovillage Network).

Conheça a Rede de Ecovilas das Américas (Ecolvillage Network of the Americas).